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'Sabe o que é chorar de fome? Eu sei', diz mãe de 4 filhos que vive em BH; população em extrema pobreza passa dos 3 milhões em Minas

Raquel Cristina da Silva sempre pula o café da manhã. Há dias ela escolhe se vai almoçar ou jantar. Moradora da ocupação Rosa Leão, na Região Norte de Belo Horizonte, Raquel, de 23 anos, divide o pouco que tem com os quatro filhos. Eles têm entre oito anos e oito meses de idade.

Raquel da Silva deixa de comer para alimentar os filhos — Foto: Arquivo pessoal
“A gente conseguiu um pouco de arroz e feijão agora. Vai dar para a semana, né? Depois, só Deus. Sabe o que é chorar de fome? Eu sei”, disse Raquel.

Ela é uma das 3.481.701 pessoas em situação de extrema pobreza em Minas Gerais. O dado é de abril deste ano, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). Ele é baseado no Cadastro Único (CadÚnico).

Em abril de 2019, o número de pessoas nesta situação no estado era 2.636.471.

“O dinheiro do auxílio até que segura, mas o não dá para o mês todo. Às vezes tenho que deixar de comprar gás e aí mexo com lenha, né?”, contou Raquel que recebe cerca de R$ 400 do Auxílio Brasil.

Doações

Algumas das famílias que vivem na Ocupação Rosa Leão sobrevivem de doações. Mas nem sempre elas chegam a todos.

“São 622 famílias cadastradas para receber a cesta básica. Mas como as doações caíram, a gente tem que distribuir senha. Tem gente que dorme de um dia para o outro para garantir arroz e feijão”, disse Charlene Cristiane, líder comunitária da ocupação.

As doações podem ser feitas pelo telefone (31) 98308-7985.

Da Redação/Viva Notícias
Fonte: g1



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