O presidente Jair Bolsonaro indicou o deputado Otoni de Paula (MDB- RJ) para exercer a função de vice-líder do governo na Câmara dos Deputados.
O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) durante reunião de comissão da Câmara no último dia 6 — Foto: Billy Boss/Agência Câmara
Otoni
de Paula já tinha exercido a função de vice-líder do governo em 2020, mas
deixou o cargo em julho daquele ano, após ataques ao ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A
nova indicação foi feita um dia após Bolsonaro ter anunciado o perdão da pena
do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a 8 anos e 9 meses de
prisão pelo STF. A medida foi criticada por políticos e especialistas, que
apontam "inconstitucionalidade" ou "ilegalidade" do ato do
presidente.
Em
vídeos gravados e publicados em 2020, Otoni de Paula chamou o ministro
Alexandre de Moraes de "lixo", "tirano" e
"canalha", entre outras ofensas. A Procuradoria Geral da República o
denunciou ao STF, acusado dos crimes de difamação, injúria e coação.
O
deputado também postou, na época, mensagens em rede social incitando
manifestações, caso o Senado não aprovasse um eventual pedido de impeachment
dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.
Na
ocasião, a Justiça de São Paulo determinou que as redes sociais removessem as
postagens feitas pelo deputado. Ele pediu desculpas, mas afirmou, por meio de
nota, as falas "refletem direito de expressão".
Em
2021, atendendo a pedido da PGR, Alexandre de Moraes autorizou uma operação de
busca e apreensão da Polícia Federal em endereços ligados a Otoni de Paula.
O
objetivo das medidas foi apurar eventual crime de incitar a população, por meio
das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia
e o Estado Democrático de Direito.
Da Redação/Viva
Notícias
Fonte: g1
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