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PF apreende carros de luxo e dinheiro em operação contra sócio de academia suspeito de chefiar esquema

A operação Quinta Coluna, que investiga tráfico internacional de drogas em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), apreendeu, nesta quarta-feira (15), carros de luxo e R$ 354 mil em espécie. O alvo desta etapa é um empresário, sócio de uma academia localizada na Asa Sul, em Brasília, suspeito de chefiar o esquema.

Veículo apreendido na operação Quinta Coluna, no DF — Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF), no entanto, não divulgou o nome do investigado. Segundo os agentes, além das apreensões, houve bloqueio e sequestro de quantias milionárias, e de imóveis, inclusive da academia da qual o suspeito é sócio.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de:

Cinco imóveis

Uma academia de ginástica

R$ 2 milhões referentes a um empréstimo realizado pelo investigado

Dois veículos de luxo

R$ 1,6 milhão de conta do investigado e de empresas dele

Imagens divulgadas pelos investigadores mostram que o dinheiro em espécie apreendido estava dividido em moedas nacional e internacionais (veja abaixo). Além disso, os veículos encontrados pelos policiais são de marcas de luxo, como Land Rover.

Essa é a quinta fase da operação, que investiga um grupo que transportou 37 kg de cocaína em um avião da FAB, do Brasil para a Espanha, em 2019 e que resultou na prisão de um sargento brasileiro na Europa. Em nota, a FAB informou que o alvo desta etapa da operação não é militar e que a investigação está sob sigilo da Justiça.

"A instituição permanece acompanhando e colaborando com as autoridades policiais sempre que necessário", disse.

De acordo com a PF, as investigações apontam que o empresário usou parentes como "laranjas", movimentou valores em espécie e adquiriu bens. Além disso, o esquema também contou com a participação de empresas de fachada para "dissimular a propriedade de imóveis e a movimentação de dinheiro".

Os investigadores informaram ainda que esta fase da operação é para buscar mais provas relativas à lavagem de dinheiro praticada pelo chefe do grupo.

Ainda segundo a PF, os investigados no esquema podem responder por crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. As penas podem chegar a 13 anos de reclusão.

Fases anteriores

O suposto esquema de envio de entorpecentes por meio de aviões militares veio à tona após a prisão do sargento brasileiro Manoel Silva Rodrigues, em junho de 2019, em Sevilha, na Espanha. Ele transportava a droga em voo da comitiva presidencial. O presidente Jair Bolsonaro (PL) não estava na aeronave.

Em fevereiro de 2021, a PF deflagrou a primeira fase da operação Quinta Coluna. À época, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão. Um mês depois, a Justiça determinou a prisão de outros três militares e da esposa de Manoel Silva Rodrigues, por participação nos crimes.

Segundo a Polícia Federal, os investigados se associaram ao sargento preso na Espanha, "de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas".

Em relação à lavagem de dinheiro, as investigações apontam "diversas estratégias do grupo criminoso" para ocultar os bens obtidos por meio do tráfico de drogas, "especialmente a aquisição de veículos e imóveis com pagamentos de altos valores em espécie", disse a PF.

Em outubro, os policiais prenderam um suspeito de ameaçar testemunhas da investigação. Segundo a PF, o preso também é apontado como um dos líderes e financiados do esquema criminoso.

Condenação na Espanha

Em fevereiro do ano passado, o sargento foi condenado pela Justiça espanhola a seis anos e um dia de prisão, além do pagamento de multa de 2 milhões de euros.

Ele fez um acordo com a promotoria da Espanha e, às autoridades, contou que "se aproveitou da condição de militar" para cometer o crime.

O sargento disse ainda que deixaria a droga em um centro comercial de Sevilha. Rodrigues afirmou que foi a primeira vez que transportou drogas, mas admitiu que costumava revender no Brasil produtos comprados durante as viagens a trabalho, segundo ele, para complementar o baixo salário.

Os promotores espanhóis queriam uma pena maior para o sargento, de oito anos, mas concordaram em reduzir esse tempo porque Manoel Silva Rodrigues confessou o crime. Durante a audiência, ele falou pouco. O militar da FAB lamentou a situação e pediu desculpas ao povo espanhol.

Em setembro do ano passado, a Justiça da Espanha negou um pedido de transferência do militar. Com a decisão, ele precisa cumprir a pena integralmente no país europeu.

Da Redação/Viva Notícias
Fonte: g1



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