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Índígena Tupinambá é surpreendido e assassinado por homens encapuzados no sul da Bahia

Um indígena da etnia Tupinambá foi assassinado a tiros na manhã desta quinta-feira (23) enquanto roçava a sua terra, em Serra das Trempes, comunidade localizada nos limites entre os municípios de Una e Ilhéus, no sul da Bahia. De acordo com informações repassadas à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) , Alex Barros foi surpreendido por três homens encapuzados e fortemente armados, que chegaram e dispararam contra ele, sem dar qualquer chance de defesa. As informações são do Blog do Pimenta e da APIB.

A execução de Alex Barros ocorreu às vésperas da Caminhada em Homenagem aos Mártires Tupinambá, marcada para o próximo domingo (26). A programação relembra o massacre de indígenas ocorrido em 1559, no rio Cururupe, sob o comando do governador geral Mem de Sá.

A caminhada também resgata a história da resistência indígena na região de Olivença, liderada por Marcelino José Alves, o Caboclo Marcelino, que foi perseguido e morto pela ditatura de Getúlio Vargas na década de 1930.

Há anos a comunidade de Serra das Trempes vem sendo alvo de ataques, que includíram o grande líder Pinduca Tupinambá, assassinado em maio de 2015, por conta de sua atuação na defesa dos indígenas e contras as invasões de terras.

Lideranças Tupinambá também relatam que após a tramitação do julgamento do Marco Temporal no STF e as diversas PLs anti-indígena, que os ataques de ódio contra o povo vem aumentando diariamente e, não descartam que o assassinato de Alex, seja por motivos de ódio, intolerância étnica e disputa pela terra Tupinambá, assim como foi o caso de Pinduca.

"Esse tipo de violência contra os povos indígenas têm que acabar, nenhuma gota de sangue a mais, não podemos normalizar uma situação que vem se estendendo a séculos no Brasil, país esse que a bandeira é manchada de sangue indígena, basta. Quantos Alexs, Pinduca, Xikãos, Marchais entre outros líderes serão brutalmente assassinados por lutarem pelos direitos dos povos indígenas. Basta queremos justiça e queremos paz", escreveu a coordenadora executiva da Apib, Sonia Guajajara, que denunciou o crime em publicação nas redes sociais.

Da Redação/Viva Notícias
Fonte: O liberal


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