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Doença da urina preta: prefeitura do Pará proíbe por tempo indeterminado venda de pescado

A Prefeitura Municipal de Juruti, no Pará, proibiu por tempo indeterminado o consumo e comercialização das espécies de peixe pirapitinga, pacu e tambaqui, capturadas em rios e lagos do Amazonas, inclusive as criadas em cativeiro. Segundo comunicado da Secretaria Municipal de Saúde, que tomou a decisão por meio das coordenações de Vigilância em Saúde e Sanitária, a medida foi adotada com o objetivo de prevenir o contágio da Doença de Haff, conhecida como “Doença da Urina Preta”.

Tambaqui foi um dos peixes proibidos (Jefferson Cristofoletti / Embrapa)

Os peixes de outras espécies e aqueles oriundos da pscicultura de Juruti, continuam liberados. A medida começou a valer nesta terça-feira (7), mesmo dia em que foi anunciada a morte de um homem, em Santarém, por suspeita da ‘doença da urina preta’. Genivaldo Cardoso de Azevedo, de 55 anos, deu entrada no Hospital Municipal de Santarém apresentando sintomas compatíveis com o da doença, que é causada por uma toxina encontrada em determinados peixes, provocando lesões nos músculos e nos rins.

A Secretaria de Estado de Saúde foi notificada pelo Núcleo de Epidemiologia do Hospital de Santarém sobre o caso uma equipe de vigilância epidemiológica local, com apoio da Central de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), já está investigando para confirmar ou descartar a suspeita.

No Amazonas, 44 casos chamam a atenção dos órgãos de controle sanitário, após moradores apresentarem "urina preta", como é conhecida a doença de Haff. 

Da Redação/Viva Notícias
Fonte: O liberal



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