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Atacante desencanta e Remo vence a terceira partida seguida em casa pela Série B

O Remo voltou a vencer na Série B. No início da noite deste domingo (1º) a equipe paraense bateu o CSA-AL por 1 a 0, no estádio Baenão, em Belém. Com o resultado, a equipe paraense saltou para 19 pontos, alcançando a 12ª posição da tabela. 

Remo vence o CSA em casa pela Série B (Cristino Martins/ O Liberal)

O próximo confronto do Remo pela Série B será na sexta-feira (6) diante do Operário-PR. A partida também será disputada no estádio Baenão, na capital paraense. 

A vitória do Remo sobre o CSA-AL, dentro de casa, era esperada pelos torcedores. Apesar de não viver um bom momento na Série B - o Leão vinha de duas derrotas jogando no sul do país - o Remo apresentava evoluções em relação ao início do campeonato. No entanto, essas "certezas" de parte da torcida ruíram com o anúncio da escalação. 

O Remo chegou para o jogo com dois importantes desfalques. O primeiro era conhecido: Dioguinho foi afastado do clube após ser flagrado em festas no nordeste do Pará durante o fim de semana. A outra foi uma surpresa: Felipe Gedoz, referência técnica e artilheiro da equipe no ano foi dispensado da partida para resolver problemas pessoas. 

No lugar das ausências, Felipe Conceição mandou a campo Matheus Oliveira e Renan Gorne. O último, inclusive, vivia má fase do clube. A última vez que o centroavante havia marcado com a camisa do Leão foi na segunda rodada da Série B, contra o Brasil de Pelotas. 

Além disso, mudanças táticas foram necessárias para que as novas peças pudessem se encaixar. Renan Gorne é um jogador de área e não faz a função de "falso 9" de Gedoz. Matheus Oliveira, ao contrário de Dioguinho, é um jogador de menos explosão. 

No primeiro tempo, o Leão entrou em campo com um desenho tático esperado, devido às mudanças. Era um 4-2-3-1, que por vezes se adaptava em um 4-3-3. A linha de quatro atrás não sofreu alterações em relação aos últimos jogos. As mexidas foram do meio pra frente. Uchôa segurava mais o rojão na parte central. Arthur caia mais pela esquerda, enquanto Erick Flores chegava mais a frente, pela direita. Aberto nas pontas, Matheus Oliveira e Victor Andrade abriam espaço para que Gorne, centralizado, tivesse apenas a função de finalizar. 

O esquema tático demorou para entrar na cabeça dos jogadores. O início do jogo era morno, sem muitos ataques. No entanto, um gol relâmpago ajudou a dar tranquilidade ao Leão. Aos 8, Igor fez cruzamento longo, a bola passou por Renan Gorne e sobrou para Erick Flores. Depois de limpar o marcador, o meia viu Gorne livre na área, que só tem o trabalho de escorar pro fundo da rede. Foi o primeiro gol do centroavante em três meses.

O gol deu tranquilidade, mas não melhorou o desempenho. O primeiro tempo foi, em grande parte, dominado pela equipe alagona. Somente na primeira etapa, o CSA finalizou 7 vezes ao gol, contra apenas 1 do Remo. O intervalo chegou com o Leão "nas cordas", sofrendo pressão.

O Remo que voltou dos vestiários para o segundo tempo foi bem diferente. Não só em relação à postura dentro de campo, mas também com caras novas. Victor Andrade passou mal no intervalo e foi substituido por Lucas Tocantins. A mudanças foi primordial para um melhor desempenho azulino. 

Quando um time entra em campo num 4-2-3-1, como o Remo, o grande problema está na amplitude. Nesse esquema, os pontas, tradicionalmente, jogam com o "pé trocado", em relação à posição em campo. Com isso, os jogadores cortam para o meio, afunilando o jogo. Isso torna o ataque previsível. As defesas adversárias sabem como se defender e conseguem anular os ataques facilmente.

Com a entrada de Lucas Tocantins em campo, o time passou a ter a jogada de linha de fundo. Ao contrário de Victor Andrade, Tocantins não cortava para o meio, pra buscar o chute. O atacante partia para o drible em cima dos laterais. Com isso, a defesa adversária precisava se abrir mais para conter os ataques azulinos. Isso abria brechas, em que os jogadores do Remo poderiam fazer infiltrações. 

Entre o início da segunda etapa até os 25 minutos, o Remo foi bem melhor na partida. Mandou no jogo e poderia até ampliar o resultado. Lucas Tocantins chegou ao gol, pelo menos, em duas oportunidades, aos 9 e aos 33.  No entanto, disperdou as oportunidades. 

Na metade final do jogo, o CSA tentou uma reação. No entanto, todas foram baseadas em bolas aéreas e chutes de fora da área. Nas duas em que chegou mais perto do gol, Vinícius fez verdadeiros milagres e conseguiu manter o Remo em vantagem. No final, não havia tempo para mais nada. Remo 1 a 0 CSA-AL.

Da Redação/Viva Notícias
Fonte: O liberal



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