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Após mais de 15 horas de júri, jovens são condenados por matar transexual

Após 15 h de júri, quatro jovens foram condenados em até 35 anos de prisão por matar a pauladas e pedradas a transexual Emanuelle Muniz Gomes, de 21 anos. O corpo da jovem foi encontrado pela própria mãe em meio ao lixo, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. O crime aconteceu em fevereiro de 2017, após ela pegar carona com os acusados na porta de uma boate. Cabe recurso da decisão.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O júri, presidido pelo juíz Linhares Camargo, começou na manhã de terça-feira (20) e foi finalizado na madrugada desta quarta-feira. Os acusados foram condenados por estupro, homicídio, tentativa de homicídio e roubo. Eles devem cumprir as penas em regime fechado (veja abaixo a pena de cada um).

Os acusados Daniel Lopes Caetano, de 24 anos, Sérgio Cesário Neto, 25, Reinivan Moisés Caetano, 24 e Márcio Machado Nunes, 22, estão presos desde maio de 2017.

Condenações

Daniel Lopes Caetano – 26 anos e 10 meses

Reinivan Moisés Caetano – 26 anos e 10 meses

Sérgio Cesário Neto – 34 anos e 2 meses

Márcio Machado Nunes – 35 anos 4 meses

Emanuelle Muniz pegou carona na porta de uma boate em Goiás — Foto: Reprodução/Facebook

Durante o interrogatório no júri, Sérgio Cesário confessou que teve relações sexuais com a transexual, mas negou que havia a estuprado. Conforme processo, um exame pericial encontrou material genético dele nas partes íntimas da vítima. Daniel Lopes Caetano também confessou que matou a jovem em um momento de “loucura”. Não consta na sentença o que os demais acusados disseram durante o júri.

A mãe da jovem, Edna Girlene Gomes relembrou o crime durante o julgamento e, ao final, com a sentença, disse que a justiça foi feita.

“Agora eu posso ficar mais em paz.”, disse.

Crime

O crime aconteceu no dia 26 de fevereiro. Emanuelle e a mãe, Edna Girlene Gomes, saiam de uma boate quando decidiram pegar carona com quatro homens. Ao perceber que o veículo estava muito cheio, Edna saiu e tentou levar a filha, mas o carro saiu em alta velocidade e Emanuelle ficou no automóvel.

Consta no processo que, no trajeto até o local em que a jovem foi morta, Sérgio dirigia o veículo, quando Daniel e os demais praticaram atos libidinosos diversos da conjunção carnal com ela, retirando-lhe a roupa, passando as mãos em seus seios, barriga e beijando sua boca, contra a sua vontade.

A denúncia aprontou ainda que, em determinado momento, Daniel passou a mão nas partes íntimas da vítima e percebeu que se tratava de um homem, ocasião em que disse: “Nem entregou o celular e ainda é homem, vamos matar”.

Na sequência, os criminosos foram ao lixão, às margens da BR-060 e, no local, os quatro retiraram Emanuele do veículo à força, arrastando-a pelos cabelos, oportunidade em que eles continuaram a praticar com ela outros atos sexuais, conforme processo.

A denúncia apontou ainda que, após os atos sexuais, todos passaram a agredi-la com com paus, pedras e parte de concretos até sua morte. Conforme documento, além do homicídio, eles roubaram o celular da mãe dela e também tentaram matar um homem que passava pelo local do assassinato. Este homem foi encontrado inconsciente sobre o corpo da transexual.

Da Redação/Viva Notícias
Fonte: G1



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